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O ano de 2004 foi incrível. Finalmente atualizamos tudo: os retornos, resenhas, emails recebidos, mensagens no diário...
Foi tanta coisa que mudamos esta página. Logo abaixo está a nossa (extensa e belíssima) compilação deste ano.
Quando a gente lê acaba se dando conta que não é nada ruim ser uma banda independente perdida por este país. Nosso público é enorme, fiel e a cada saída mais longe de casa arrecadamos mais fãs e amigos.
Lá no fim acesse por ano para ver tudo que já se escreveu, tudo que já se comentou sobre nós, sobre o novo CD, sobre shows. Se você tiver nos enviado alguma coisa que não está aqui, nos reenvie por favor, para completarmos esta coleção tão importante para o nosso ego.
2004
JANEIRO
"Sou de Fortaleza/CE e adoro o trabalho de vocês e adoro música gótica, estou elaborando um zine que será acompanhado de um cd só de músicas góticas, venho pedir a você para adicionar uma de suas canções no cd. Um grande abraço..."
(Max Bernardo, via email - Jan/04)
“Parabéns pelo site e, principalmente, pelas belas músicas. Baixei todas!”
(Juliano Sachett - coments blog - Jan/04)
ENTRE AS DORES E AS DELÍCIAS
Banda gaúcha Deus e o Diabo revigora o rock brasileiro
"Deus e o Diabo é mais uma instigante surpresa que chega diretamente do lado mais obscuro e menos óbvio do já consagrado rock gaúcho. A banda é composta por Thiane Nunes e Rafael Martinelli (vocais), os gêmeos Marcelo e Maurício Carpes (guitarra e bateria, respectivamente), Guilherme Klamt (baixo), Alex Osterkamp (violão) e a nova integrante, Desirée Marantes (violinos).
Trabalhando no seu som desde 1998, a trupe planeja (e tem talento) para, com o CD mais recente, alçar vôos ambiciosos. É bom esclarecer que trata-se de um grupo que foge do padrão já conhecido do rock gaúcho. Suas referências, visíveis no registro musical, passam longe dos "weezers" da vida, para se alinhar a uma geração que está mudando a cara do rock do Sul. É um som mais soturno que namora o gótico, calcado num emaranhado sutil, delicado e tenso de cordas (dois violões, guitarras e violino). Inicialmente, pode causar estranhamento, pela simples razão de não ser algo que desagüe na análise rasteira do bom ou ruim.
Há momentos em que as harmonias vocais assumem um jeito sacro – "abraços atrasados, adeus apressados", canta Thiane na faixa "São", como se orasse. Efeitos na voz também contribuem para criar o clima para letras muito pessoais, como a belíssima "Simples" ("Manhãs vêm, manhãs vão e acordamos cedo/ Sobrevivemos, não dependemos de ninguém/ Me dá um beijo e um abraço/ o cansaço, deixa pra depois de nos amarmos"). Em "Farrapos", o regionalismo é revisto por quem vê a História de outro jeito. Em "ONU&EUA" e "Nas Calçadas Onde Há Pessoas Cobertas com Jornais", a realidade pesa nos ombros e cobra seu preço incômodo. No meio de uma serenidade atribulada e pesada, canções que muito bem poderiam estar em discos da banda paulistana Fellini – pelos timbres, mas sem o hermetismo poético de Cadão Volpato que, aqui, dá lugar a uma coloquialidade que toca em algum ponto mágico, como só a música é capaz. Músicas que também conversam com vários grupos curitibanos contemporâneos – de Wandula a OAEOZ, passando por Cores d Flores e Loxoscelle. Também está lá o clima pós-punk de ícones que extrapolam reduções estilísticas, como Joy Division, em diálogos musicais que tomam para si referências já tão desgastadas e as devolvem com jeito de agora e com uma consistência que revigora o rock brasileiro.”
(Adriane Perin para a Gazeta do Povo de Curitiba - Jan/04).
DEUS E O DIABO - TAMBÉM MORREM OS VERÕES
"Esse grupo é mais um de uma leva de bandas do Rio Grande do Sul que não se filia à corrente retrô-sessentista pelo qual o rock gaúcho é mais conhecido. O papo aqui é outro - pós-punk, folk, melodias e letras soturnas enriquecidas por um instrumental sofisticado e pelo canto ora doce ora corrosivo do casal de vocalistas Rafael e Thiane. Destaque para as faixas Simples e 26, que abordam com lirismo e delicadeza as agruras e alegrias da vida a dois".
(Ivan Santos, do selo De Inverno, publicada no Jornal do Estado de Curitiba - Jan/04).
FEVEREIRO
“Baixei o som de vocês. Não consigo parar de escutar. Na minha opinião, é a melhor banda que há hoje no país. Parabéns! Continuem por esse caminho não convencional.)”
(João Carlos - coments blog - Fev/04)
MARÇO
“...adorei o som de vcs. me arrepiei com o clipe, muito bom mesmo. o som de vcs tem muito sentimento. parabens para a banda...”
(Marcelo Eliman – via email – mar/04)
“Cara, baixei o som de vcs, muito Velvet underground, a voz da mina parece a Nico! No bom sentido, adorei!! (Jo - coments blog - Mar/04)
“...pretendo resenhar em breve o CD de vocês de uma forma digna. Estou ouvindo bastante, e vou ver se consigo me expressar direito. Mas posso adiantar que a impressão foi melhor do que a que eu esperava. Parabéns pelo ótimo trabalho.” (Bruno Galera – via email – Mar/04)
SÃO
"A Deus e o Diabo acaba de lançar o primeiro disco de verdade feito no Rio Grande do Sul. Em breve, os pormenores".
(Bruno Galera, em www.exquisite.com.br/bigmuff - Mar/04).
“Ouvi o CD, tá muito legal. Super bem gravado, as vozes boas, afinadas, arranjos bacanas. O disco conquista pela primeira faixa que tem uma introdução arrebatadora. Semana que vem dou a dica aqui no programa. abraço, leo”
(Léo Felipe – escritor e apresentador do Programa Radar/TVE, via email – Mar/04)
“Bem ao espírito do DEOD, "Também Morrem os Verões" foi gravado e prensado de forma independente. Com 11 músicas, produzidas por Thomas Dreher (que ainda toca trompete em uma das faixas), o CD é a prova de que nem só de rock alegrinho e Jovem Guarda vive o underground do sul do país. As canções do DEOD são belas e melancólicas, dessas que fazem o ouvinte fechar os olhos e aproveitar os climas que o instrumental refinado da banda, que mescla guitarras com vilões e violinos, produz.
Banda gaúcha surgida em 1998, a partir de uma formação seminal do grupo Vestido de Mulher, o Deus e o Diabo (ou simplesmente DEOD) tem uma trajetória que passou por diversas fases e formações, mas que sempre manteve como espinha dorsal a busca por novas sonoridades, “longe da rotina de escritório”, como gostam de dizer os integrantes. A partir de 2000, o grupo passa a desenvolver uma música mais melancólica, que culmina no lançamento do primeiro disco, produzido por Thomas Dreher, em 2002. Vários shows pelo Rio Grande do Sul ajudam a banda a se firmar na cena alternativa e ter várias de suas músicas executadas nas rádios locais. O amadurecimento permite a composição e produção do último trabalho, “Assim Morrem os Verões”, que a Abismado passa agora a distribuir.”
(Resenha no site da Abismado: http://www.abismado.com/temp/artistas/deod.html)
“...tenho alguns mp3 de vcs mas não bastam. Preciso do cd inteiro e completinho... fico no aguardo, e parabéns pelo belo trabalho e ótimo som de vcs. Muito bom mesmo!”
(Renan Stiegemeier - via email – Mar/04)
"Acho que nunca parei para pensar seriamente em analisar um trabalho, então achei que poderia fazê-lo, sem compromisso estético, apenas como um ouvinte. E se isto contribuir para a evolução do "Deus e o Diabo", ficarei lisonjeado. Se achares uma grande bobagem, basta amassar o papel, rir da minha pretensão, e tocar para frente a vida.
Também Morrem os Verões é um registro que o ouvinte precisa de tempo para assimilar. Não é fácil, não tem grandes hit's. Uma das virtudes é a sutileza. Quanto mais se ouve, mais se acostuma com a sonoridade e a letra, e ai vai ficando agradável e criando sentido.
Dividiria o CD em 3 partes: A primeira parte mais intimista, vai até Observática, trata assim de forma bastante contida de melancolia e amor. Melancolia pelo que já se viveu, e o amor, não aquele amor descarado, mas o dia a dia. É bem influenciado pelos anos 80 na minha opinião, tem uma lembrança com Cure, melódica e nas letras. Também fala do amor de forma universal, contando experiências que podem ser femininas ou masculinas, o que também me remete as letras da Legião, que também tratavam o amor desta forma assexuada. A segunda parte é mais politizada e vai até Marcha lenta aos ausentes. Até pelo tema, esperava uma proposta melódica mais forte, talvez o ritmo pudesse ser acelerado para mostrar e exprimir descontentamento, incompreensão. Me pareceu aquele cara cantando música romântica com sorriso nos lábios. A Elis Regina uma vez questionada sobre a forma de interpretar uma música falou a seguinte pérola: "Eu canto a música e a sinto. Vocês não podem esperar que eu cante uma música triste, com uma temática forte, e fique dançando no palco e transmitindo alegria na minha interpretação." Talvez a letra remete e precise de mais força no arranjo. E ficaram duas músicas deslocadas no final, tratando do mesmo tema da primeira parte. Pode ter sido proposital, mas é um anti-climax. Sai do tema da miséria da guerra, e volta pra introspecção, com 26.
Ainda não sei se gostei muito do CD ou ainda não gostei. A alternância nos vocais também me confunde um pouco, talvez pelo hábito de enxergar no vocalista a identidade da banda. No Deus e o Diabo, esta identidade está diluída, mas nada que comprometa a proposta do trabalho. Enfim, obrigado pelo presente, e arte é para ser apreciada e não dissecada. A coisa mais fácil é contar os mortos depois que a guerra acabou. Díficil mesmo é lutar. Abraços e sucesso!”
(Edmilson Pereira Lacerda, via email – Curitiba, Mar/04)
“Oi! Eu sou vocalista da Litera daqui de POA, e adorei o som de vcs. Muito criativo, e bastante qualidade musical. Parabéns por esse trabalho, e espero que vcs possam estourar por ai pois tem meritos pra isso. Fico muito feliz de ver que tem bandas que acreditam na musica e não no sucesso facil, Valeu!!”
(André Neto – via email – Mar/04)
ABRIL
“aí amigos!!! tenho escutado direto o cd de vcs no discmen! abraço cordial”
(F r a n k J o r g e, via email - Abr/04)
“Saudações! Li uma resenha tão elogiosa sobre o "Também Morrem os Verões" no Porão Web, que vou comprar o CD sem ouvir. Aliás, parece que vcs têm outro disco, auto intitulado, que se vcs ainda tiverem, e se não for em CD-R, eu queria comprar também. Moro em Vitória/ES, então me respondam quanto fica o (s) disco (s) mais as despesas de envio. Abraço,”
(Fábio Said/ES, via email - Abr/04)
Deus e o Diabo - Também Morrem os Verões
“O combo intitulado Deus e o Diabo fazem arte. Eles começaram suas atividades em 1998 em Porto Alegre (mas não se parece com nada que eu conheça e lá) misturando as suas belas musicas, poesias e performances teatrais e mais influências que vão da literatura até a própria musica mais sem rótulos de um jeito bem peculiar, ou seja, sentimentalismo, tristeza (lapsos de alegria) e cotidiano permeiam a proposta musical da Deus e o Diabo que é formado por Thiane Nunes & Rafael Martinelli (Vocais e letras), Marcelo & Maurício Carpes (Guitarra e Bateria), Guilherme Klamt (Baixo), Alex Osterkamp (Violão) e Desirée Marantes (violinos).
Quem assistiu os shows da banda garante que eles são verdadeiros acontecimentos. O CD Também Morrem os Verões é um apanhado da melhor fase da DEOD que não se considera uma banda e sim um veiculo de registro de sua historia contemporânea, sem serem vencidos ou vencedores, e porque não seria?
As faixas que merecem um destaque são Infância que tem um clima sortuno tanto em sua melodia quanto nos vocais que emanam (como é difícil correr atrás do que ficou só para nós. Estar sempre aqui ao lado daqueles que se gosta e gostam de nós), Simples muito boa essa, Rafael Martinelli canta enquanto Thiane Nunes faz os backings sustendo a poesia da musica que relata a vida de casal (lembra bem, lembra o quanto te respeito, o quanto eu penso em você tanto quanto pensa em mim. É simples), São é folk com vocal lírico (abraços atrasados, adeus apressados), Onu & EUA parece coisa do pernambucano Fred Zero Quatro (mundo livre s.a), a canção possui um pedaço do discurso de George W. Bush comunicando o primeiro bombardeio feito a Bagdá, tem ecos de um outro discurso só que de Adolf Hitler feito durante a II Guerra (Na TV vi bebês, sem pais, sem mães, sem mão. Tão cirúrgicas as bombas caem lá. Troco o canal. Fecho o jornal), _ e Luvem abordam as alegrias e tristezas da vida a dois(tema recorrente das canções) todas embaladas por uma (sempre) bonita instrumental. Vale a pena prestar atenção! Ah! Não posso deixar de falar da excelente arte gráfica do CD.”
(Luciano Branco em http://www.poraoweb.com.br/temp/texto_indicamos.php?ID=72 – Abr/04)
“oi aqui é o felipe se passarem esse email pra thiane ela deve saber quem eu sou.. gostaria de saber como eu faço pra poder ter todos os CDs da banda abraços pra vcs ai e continuem com esse sucesso..”
(Felipe Nunes/PE, via email - Abr/04)
“ Gurizada, Estive no show ontem no Goethe, e preciso dizer: Vocês tocam MUITO!
São excelentes! Parabéns pela divulgação, organização e profissionalismo.
um grande abraço.”
(Gilson Denny, via email - Abr/04)
“Excelente o show, parabéns. Primeira que vez que os assisto, mas com certeza não será a única.”
(Thiago - coments no blog - Abr/04)
“O que falei ao Alex e ao Martinelli (que conheci após o show), deixo registrado aqui.
Fiquei surpreso. E que surpresa positiva. A D eo D, é nítido, tem influências de bandas dos 80's (the cure, principalmente). Mas acima de tudo, é uma banda cujas músicas têm personalidade própria. Instrumental melodioso e ao mesmo tempo vigoroso. Vocais harmoniosos. Letras que podem ser pessoais, mas de alguma maneira são universais, também. Hoje só se ouve reggae, hip hop, aquela tecneira horrível da raves e o bom e velho rock and roll dos 60's' e 70's nas rádios de POA. E a D eo D entrou cortando tudo isso.
Que a banda vá em frente fazendo esse belo trabalho. Abraços”
(Marlon Brites - coments no blog - Abr/04)
“Escutei vocês no rádio, agora a pouco. Boa entrevista. E essa nova música é linda, realmente. Ficou ótima acústica.” (Thiago - coments no blog - Abr/04)
“...Uma vez, estive no falecido Garagem Hermética, antiga casa em Porto Alegre onde as bandas independentes faziam a festa. Quando eu e minha namorada saimos do lugar, recebemos um pequeno flyer, muito estranho com, algumas frases tais como Cocaína 10 reais, Deus e o Diabo, Liga pra mãe, dentre outras coisas e, ficamos um bom tempo tentando descobrir do que se tratava aquilo. Não sabíamos realmente se era anúncio de um show, teatro ou o que.
Meses depois descobri que se tratava da banda Deus e o Diabo e muita coisa se passou depois disso. Hoje, tenho em mãos o CD Também morrem os verões, lançado no fim do ano passado de forma independente. O disco reune 11 faixas gravadas, produzidas e masterizadas pela banda e por Tomas Dreher. O disco alterna músicas já conhecidas dos fãs como Liga pra mãe, Simples, Observática, ONU & EUA e, outras mais novas que ainda não tinham sido gravadas.
Nas letras, poesia pura ora recitadas ora cantadas por Thiane Nunes e Rafael Martinelli sob a base esperta de Maurício e Marcelo Carpes (bateria e guitarra, respectivamente), Guilherme Klamt (baixo) e, Alex Osterkamp (violão). Desireé Marantes que, posteriormente virou membro efetivo da banda, participou em 3 faixas tocando violino e, Tomas Dreher que além de produzir e masterizar o disco toca trumpete na ultima faixa.
As faixas Liga pra mãe e Simples falam de vida a dois e sobrevivência, escolhas e opções. São as mais acessíveis do disco e são aquelas músicas que já se gosta na primeira audição. Elas já tinham sido lançadas anteriormente no EP lançado em 2003. A guitarra de "Simples", é perfeita, muito feedback e distorção, não se escutam as palhetadas nas cordas, tudo é controlado no volume e, me agrada muito aos ouvidos. Os vocais ficam ecoando nos ouvidos.
São é a primeira participação de Desireé nos violinos e, Thiane é a voz principal. Os versos de Observática a quinta faixa, "Não sei como explicar. Mil palavras explícitas. Implícitas numa dança epilética" cabem perfeitamente aqui, não há muito o que explicar sobre a Deus e o Diabo, a arte não tem explicação. A banda faz um som bem particular, combinando influências de artes plásticas, os bons e velhos anos oitenta tocados e, executados por uma banda dos noventa com toda a carga de informação e artifícios de anos 2000. É um disco para todos mas, fãs de Velvet Underground, Echo and the bunnymen, Bauhaus (pelos vocais de Rafael) e Joy Division vão se sentir mais a vontade ouvindo-o.
A faixa ONU e EUA começa com o discurso que George Bush deu antes de acabar com o Iraque no início de 2003 servindo como introdução para a banda comandada pelo baixo de Guilherme falar sobre como se sentem as pessoas alienadas, leia-se, longe do bombardeio, ao massacre que os EUA costumam, todo ano promover em paises do menores, paises onde existe ouro para ser tomado, mesmo que, o ouro seja preto. Os vocais são ótimos, sintonia perfeita do casal dos microfones. A próxima faixa "Nas calçadas onde há pessoas cobertas com jornais(invisíveis para nós)" fala da pobreza e, assim como ONU & EUA, de como as pessoas que assistem estes problemas na televisão e no cotidiano ficam paradas e estáticas sem fazer nada, como o nome mesmo diz "invisíveis para nós". Aqui, assim como em "Marcha lenta aos ausentes", a influência de Velvet Underground é clara e direta.
A ultima faixa, Luvem tem um baixo simples e perfeito, carregado, bateria em eco e é viajante, perfeita para colocar o volume no dez, fechar os olhos e dançar com o ritmo de uma folha de papel descendo lentamente, ao vento. Toques de psicodelia e, liberdade total para a banda fazer o que quiser, improviso e, muitos ruídos ao fundo e, como me disse o Rafael uma vez, fume antes, escute todos os detalhes, que são muitos, principalmente nesta faixa que fecha o disco.
A banda, agora (Abril/04) se prepara para em Maio fazer os shows de lançamento, que devem ocorrer no Instituto Goethe, onde a banda já tocou e, no Espaço Tear. No site oficial da banda se encontram informações sobre eles além de vídeos de entrevistas e o único clipe da banda, a música "Itinerário". No blogue, notícias, informações sobre os ensaios e o andamento das coisas."
(Arlen Andrade, em http://www.nowhere.com.br/resenhas.php?p=129 - Abr/04)
“A banda Deus e o Diabo faz show de lançamento do álbum 'Também morrem os verões' na noite de hoje, a partir das 21h, no Instituto Goethe (24 de outubro, 112).
Formado no início de 1998, o grupo já é uma das gratas surpresas do ano no cenário do rock gaúcho.
Com uma sonoridade que, na maioria das vezes, pende para a soturno, quase gótico, ASSUME LINHAS VOCAIS DE RARA BELEZA, como nas faixas 'São' e 'Simples'.
Já a faixa 'Farrapos', referências regionais mas com peculiaridades 'de quem olha a história sobre outra ótica'. Também entre os destaques do álbum, estão 'ONU&EUA' e 'Nas calçadas onde há pessoas cobertas com jornais'. A formação traz Thiane Nunes e Rafael Martinelli (vocais), os gêmeos Marcelo e Maurício Carpes (guitarra e bateria, respectivamente), Guilherme Klamt (baixo), Alex Osterkamp (violão) e Desirée Marantes (violino).”
(Correio do Povo - Abr/04)
“Olá pessoal. Comprei o CD no sábado e queria dizer que é muito bom, lindo mesmo. A produção e o também são belíssimos, parabéns!”
(Gil - coments no blog - Abr/04)
“ Pessoal! Não sei se poderei estar presente hoje nesta produção que está com uma cara realmente muito boa. Tenho certeza que o conteúdo também. Sorte pra vocês!! Abraços”
(Alisson Avila ("gauleses"), via email - Abr/04)
“ E aí pessoal... quero deixar aqui registrado meu grande reconhecimento pela arte que vocês fazem.
Acabo de chegar do show, e posso dizer que cada vez é uma experiência diferente.
Eu que já acompanho esta banda desde um longínquo show no sub-jazz a muitos anos atras, e também conheço um pouco da história de alguns integrantes, sinto que vocês estão amadurecendo, não como maçã mordida fora da geladeira, e isso se reflete no trabalho que está dentro deste CD fantástico. Eu me reservo o direito de me sentir um pouco mais fã do que os outros. Talvez não o mais presente, mas com certeza o mais otimista. Quero desejar uma boa sorte a todos vocês, Rafael, Thiane, Guilherme,
Alex, e especialmente aos meus amigos do peito Maurício e Marcelo Carpes.
Um grande abraço a todos. ("Tá me ouvindo, Edgar??? ACABA!")”
(Rodrigo Rattay, via email - Abr/04)
“Recebi o cd, nossa!!! nem sei por onde começar a falar sobre o cd, perfeito!! já tinha escutado algumas músicas, mas com o disco nas mãos é bem melhor, a parte gráfica fico muito boa, arranjos excelentes, as letras, o conjunto completo ficou magnífico, vocês conseguiram uma textura muito boa, só ficou a desejar a mixagem, talvez seja o mesmo problema dos estúdios desta cidade, aqui para encontrar um bom som de bateria leva um tempo. Os novos shows serão gravados? breve vou pedir o outro cd, espero que já tenham gravado algo em video, estou ansioso para ver vocês em ação. Lendo melhor o site de vocês percebi que você também é escritora, que legal, do que trata o livro? Em relação ao estranho fã era uma brincaqueirinha, rsrsrs, estou montando agora meu diário agora, estou aceitando dicas!!!
P.S.: Espero que não tenha errado nada na micro biografia da DEOD. Um grande abraço”
(Max Bernardo/Ceará– via email – Abr/04)
UMA PROVOCAÇÃO IMPOSSÍVEL DE SE ALIENAR
"Quando se presencia a um acontecimento como o da noite anterior no Instituto Goethe, a mente, sem demora, trata de convocar todos os registros de que dispõe para tentar dar conta; elaborar psiquicamente aquilo que somente a fala não é capaz de esgotar, aquietar ou acomodar em nós. E é por isso que estou aqui teclando. Afinal, já felicitei a Deus e o Diabo – pelo menos a parte dela que mais me toca! – pelo grande show e, então, em princípio não teria porque escrever. No entanto, a inquietação foi maior e a falação insuficiente.
De tão grande que foi essa inquietude, acabou me fazendo vencer um certo rigor academicista, daqueles que julga não ser possível fazer uma apreciação isenta de um espetáculo cujos artistas sejam afetivamente tão próximos, como de fato o são. Entretanto, em verdade o show de ontem me mobilizou de tal forma que, por diversas vezes, tive dificuldades em reconhecer o marido, o cunhado e os queridos amigos de tanto tempo. Assisti ao show como se visse aquelas pessoas pela primeira vez e, de fato, acho que foi realmente a primeira vez que as vi assim; tão inteiras, entregues e tão unissonantes.
Foi uma captura, um rapto. Uma agradável e edificante surpresa, não que em algum momento eu considerasse a banda descreditável, muito antes pelo contrário (aliás, como faço pra tirar “Silêncio” da minha cabeça?). Foi um aprisionamento dos sentidos que ficaram todos voltados para aquele palco. Deus e o Diabo capturou o público de tal modo que havia uma certa apreensão em querer acompanhar, seguí-los no contrapé e convencer os fotógrafos, como eu, a parar de atrapalhar. “Não registre, não adianta! Assista! Assista!”; esses eram os pensamentos que me invadiam e, na ânsia de tentar reter aquele momento, rapidamente acabei com as 36 poses da máquina da Desirée. Por fim, isso se tornou um alívio; pude assistir ao show com mais tranqüilidade, pelo menos até o momento em que tive que atender aos atrasados que chegavam. É claro, atendi a todos com satisfação, afinal queria compartilhar o que sentia e, óbvio, quero o reconhecimento da banda. Ainda assim, era ansiogênico, apesar dos quase seis anos em que os acompanho, deixar de olhá-los, deixar de escutá-los. Por escutá-los, entendo aqui muito mais do que a questão musical; entendo uma questão de linguagem.
Nesse contexto, pensando no ato da fotografia, acho engraçada a palavra “pose”, que está soando de uma forma estranha, pois nada havia de posado no que vi ontem. As palavras “continuidade” e “encadeamento”, aportam e confortam muito mais minha cabeça. Mesmo assim, duvido que a Cláudia – minha colega “diabete” – tenha tido total êxito com sua câmera, nesse sentido de apreensão, isto porque a continuidade de que falo não é a mesma das ações físicas, mas das inter-relações. É o ato falando por si e não deixando que mais nada fale por ele. O que se assistiu ontem com essa instigante apresentação da Deus e o Diabo é algo que está para além do técnico e que está na ordem da criação – um verdadeiro ato criativo, tal como o meu amigo Edson Sousa definiria.
Filmar, fotografar, ouvir, escutar: apenas registros diferentes, distintas formas de apreender semblantes do inapreensível. Walter Benjamin fala de “experiência e pobreza”... acho que só agora entendi o que ele quis dizer."
(Priscilla Machado de Souza, sobre o show de lançamento de Também Morrem os Verões – Instituto Goethe – Abr/04)
“Fiquei muito feliz ao saber do lançamento do CD. Apesar de não escrever, tenho acompanhado pelo site do D&D as novidades. Como não nos encontramos em janeiro, não tive a oportunidade de comprar os CDs por isso fico só com as músicas que baixei (Infância e Liga pra mãe), mesmo assim já adoro. ...quero 3 CDs "Também Morremos Verões". É muito bom ver gente com talento de verdade ganhando espaço, até porque o mercado não está muito preocupado com isso. Infelizmente, cultura e conteúdo não são mais considerados necessários para quem só quer vender.”
(Carolina Nunes/PE – via email – Abr/04)
“Vá com Deus... ou com o diabo!”
Escutei isso no começo da noite de quinta-feira.
Estava caminhando por uma rua movimentada do centro da cidade, após ter saído do escritório no qual faço estágio atualmente. Do escritório iria para casa, e de lá para o local do show da banda Deus e o Diabo. Com isso nos pensamentos, escutei a frase citada acima, enquanto caminhava junto a uma dessas filas de pessoas esperando por ônibus. Foi uma voz de mulher, por volta dos 40. Ela primeiro falou “vá com Deus” para alguém, bem alto, e logo em seguida completou com um “...ou com o diabo!”, em meio a risos. Virei-me rapidamente, por poucos segundos, para tentar localizar visualmente a autora de frase tão perfeita para essa noite. Mas nada discerni da pequena multidão que formava a fila, e segui meu caminho, pensando em sincronicidades e nessas pequenas coincidências que, quando somadas umas às outras, formam essa coisa que comumente é chamada de vida.
Cheguei ao local do show cerca de meia hora antes do início previsto, e aproveitei o tempo sobrando para tentar ler alguma coisa para meu trabalho de conclusão de curso. Sentado num banco preto e confortável, um pouco no escuro, afastado das outras pessoas já presentes, meu olhar oscilava entre as folhas mal-iluminadas que tratavam de assuntos insípidos como análise textual e critérios de textualidade, e entre as pessoas que chegavam. Perguntava-me que tipo de público estaria presente, se seria algo facilmente rotulável (góticos? indies?), ou algo mais heterogêneo. Da banda, apenas o guitarrista, Marcelo Carpes, que ia de um canto para outro, irrequieto. Na espera, houve ainda a presença inusitada de duas personalidades folclóricas que freqüentam o meu antigo local de estágio, uma certa biblioteca pública... Mas isso é assunto para outro registro...
Fui um dos primeiros a se instalar no auditório do teatro. Antes de mim, apenas um casal havia entrado. Escolhi um canto um pouco escuro, e lá fiquei. Meu padrão é infalível, e é o mesmo dos ratos e das baratas: quando jogadas na luz, ou num ambiente desconhecido, tais criaturas baixas instintivamente buscam a proteção das sombras e dos cantos. No meu canto, a luz era muito fraca, mas subsistia alguma iluminação, e era possível ler. Se bem que na verdade o que queria, enquanto aguardava o início do show, era escrever. E sobre aqueles dois folclóricos personagens supracitados. E isso eu fiz, pelo menos até terminar a tinta de minha fiel caneta preta. Também morrem as canetas...
No palco, instrumentos musicais aguardavam pelo seu momento, pacientes. No chão do palco, folhas secas, restos outonais de um verão definitivamente morto, apesar do calor da noite. Gostei das folhas, de sua distribuição caótica, casual, sobre o chão. Tematicamente adequado, esteticamente bonito.
Logo escuto alguém comentar que haveria atraso de meia hora, o que lamentei um pouco, mais por não ter nenhuma outra caneta ou lápis comigo (pois na ausência do que fazer, sempre se pode escrever...), do que por qualquer outro motivo. Mas paulatinamente as cadeiras então ainda muito vazias foram recebendo os seus ocupantes, e a campainha que marcava o início do show tocou todas as vezes que tinha que tocar.
E assim os sete integrantes da banda estavam no palco, e os primeiros sons de “Liga prá mãe” preencheram o ar do teatro, após o vocalista Rafael Martinelli anunciar ao público que nós iríamos escutar pedaços de suas vidas.
Gostaria de ter memória boa o bastante para poder escrever aqui todos os ótimos momentos do show, da forma mais fidedigna possível. Show que teve doze músicas executadas. Dessas, dez eram do disco cujo lançamento era a razão de ser da apresentação. Das outras duas, uma era nova, que Thiane Nunes, vocalista, lamentou não estar incluída no CD Também Morrem os Verões. No próximo álbum então, Thiane...
Enfim, gostaria de ter memória boa o bastante, mas não tenho. O que posso é deixar aqui algumas coisas soltas e desencontradas, impressões inexatas. Posso dizer que a bateria de Maurício Carpes teve muito mais peso que nos registros de estúdio, o que deu maior agressividade a praticamente todas as músicas; que seu irmão gêmeo, Marcelo, é o ótimo guitarrista que dizem que ele é, além de encarnar o guitar hero em “Simples”, dando inclusive um empurrão no Martinelli (aliás, não pude deixar de me lembrar do Michael J. Fox como Martin McFly, no De Volta para o Futuro, ao ver o Marcelo em seu momento guitar hero); o baixista, Guilherme Klamt, é quieto e discreto, mas seu baixo e seu chapéu são mais do que eloqüentes; Martinelli tem uma presença de palco marcante, blasé, fleumática, deslocado em tempo e espaço, com absoluto domínio de cena, teatral em sua casualidade, ou casual em sua teatralidade; Thiane, inevitavelmente remetendo um pouco à Nico, com seus longos cabelos louros e sua voz grave, cerimoniosa, quase solene, em perfeita harmonia com seu parceiro no crime; Alex Osterkamp, sempre sentado, com seu violão preto, cabeça baixa, clássico binômio banquinho & violão; Desirée Marantes, seu violino trazendo novas texturas para muitas das músicas que antes não tinham violino, parecia oscilar entre o hipnótica e o hipnotizada...
E ainda há a iluminação vermelha de “Observática”; o solo de violino, frágil, delicado e belo, que fecha “26”; os gritos de Martinelli em “Luvem”; a linda “Infância”, com Thiane solo nos vocais, transformada numa versão mais pesada que a original portisheadiana que está no CD; o começo de “São”, que por algum motivo me trouxe Twin Peaks à cabeça, como se estivesse, de repente, assistindo à alguma cena perdida que David Lynch esqueceu de filmar...
Talvez essa seja a atmosfera que o show me transmitiu. Uma bela seqüência de cenas que Lynch poderia ter filmado.
O show foi curto, ou pelos menos mais curto do que eu esperava. Mas haverão outros, e a satisfação com a excelente performance da banda no palco era enorme. Fiquei ainda alguns minutos por lá, após o final (que teve projeção de cenas de um video com a banda, durante a execução de “Luvem”). Entretanto, meu instinto de rato e de barata logo me fez procurar por meu canto escuro, e fui embora. Thiane já estava conversando no saguão do instituto, embora os outros integrantes da banda ainda não estivessem por lá.
A volta para casa foi rápida. E os passos foram leves. Novo Hamburgo é meio que fora das minhas possibilidades, mas maio possui muitas datas, e logo verei outro show da banda.
E me perguntaram por que gosto tanto da Deus e o Diabo. Há várias razões para isso, mas a resposta que darei, caso me façam novamente essa pergunta, será esta: “vá assistir a banda, e saberá o por quê.”
“Vá com Deus... ou com o diabo!”
Foi o que disse a senhora sem rosto na fila para o ônibus, no começo da noite de quinta. Ela disse para seu interlocutor para que este fosse ou com um ou com o outro.
Deus ou o diabo.
Mas para que escolher um, quando se pode ir com ambos?
(Thiago Kern, sobre show de lançamento - via email e publicado em http://moonthemirror.weblogger.terra.com.br - Abr/04)
MAIO
"Adquiri o CD: "TAMBÉM MORREM OS VERÕES" quando vocês fizeram o show junto com a Lagarto e Girlish, em Novo Hamburgo. Gostei mais da música "Simples". Já vi alguns shows de vocês, mas foi a primeira vez que comprei CD. Gostaria de adquirir um que tivesse "Cocaína". Que na maioria das vezes, ouvi nos shows de vocês. Tenho amigos que têm músicas de vocês, e acho que já conhecia a banda de ouvir na casa deles. Quando ouvi a primeira vez o nome "Deus e o Diabo" achei que a banda fosse "Trash - Metal", "hardcore", som pesado, mas acho que o som é calmo, tranquilo, com letras que vão pesando, mexendo na alma das pessoas. O conjunto das coisas, uma melancolia, dor, o inevitável.
Envelhecemos, e daí? Estamos aqui e queremos continuar amando. As coisas passaram e coisas importantes vão. O tempo nunca pára. A infância é uma lembrança. Somos bons e maus, cada um. E Deus e o Diabo mexe com tudo isso. É um som dançante, até, digamos, pelo menos dá prá ficar balançando a cabeça no ritmo da música. Buenas, é isso que me veio à mente no momento. Desculpe, por não ter enviado e-mail antes. A Thiane pediu uma resenha... Não sei se isso é uma resenha, mas é o que eu sinto e penso no momento ao lembrar de tudo. Té mais."
(Eduardo Closs em www.velhoze.blogspot.com, via email - Mai/04)
“Olá garota. Caso não se recordes, eu sou o cabeludo de cavanhaque que conversou contigo na Croco sexta pra comprar o CD. De lá pra cá tenho escutado o cd direto, e só tenho uma coisa a dizer: é fabuloso! As linhas harmônicas foram muito bem desenvolvidas, e o trabalho de mixagem foi excelente! Especias salves para as faixas Observática, São e Simples; que aliás creio que tem tudo para ser uma "faixa-carro" deste
álbum. Estou muito interessado em ir no próximo show (só não vou no de hoje porque já tenho compromisso), até para poder apresentar mais pessoas à banda. Se puderes, por favor me envie direitinho as informações das próximas apresentações (data, horário, endereço) para que eu possa levar parte da minha trupe. Ah sim, também fiquei bastante interessado em adiquirir o cd Deus e o Diabo (de 2000). Ainda existem cópias a disposição? Se poderes, me dê um retorno.
Um grande abraço e Sucesso! Para aqueles que vivem além das ilusões..."
(Mariano Borghetti – via email – Mai/04)
“ótimo show! Muita pessoalidade, envolvimento, comprometimento em fazer algo novo e cheio de conceitos concretos...”
(Jr. Garcia - coments no blog - Mai/04)
"...Mas o que eu realmente quero dizer é que os vi, pela primeira vez, no show do Goethe, e foi um excelente show. Foi muito melhor do que eu poderia esperar, em todos os sentidos. Pois ali estava, na minha frente, uma banda que não apenas podia gravar um CD com um tipo de música que é o tipo de música que eu sempre quis escutar (mas em português), mas também sabiam transportar, traduzir e transformar essa música numa apresentação praticamente impecável.”
(Thiago - coments no blog - Mai/2004)
DEUS E O DIABO (RS)
“Banda composta por Thiane Nunes e Rafael Martinelli (vocais), os gêmeos Marcelo e Maurício Carpes (guitarra e bateria, respectivamente), Guilherme Klamt (baixo), Alex Osterkamp (violão) e a nova integrante, Desirée Marantes (violinos). Trabalhando no seu som desde 1998, a banda almeja para o CD mais recente, alçar vôos ambiciosos. "Deus e o Diabo" é um grupo que foge do padrão já conhecido do rock gaúcho. Suas referências são pós-punk, folk, melodias e letras soturnas enriquecidas por um instrumental sofisticado e pelo canto ora doce ora corrosivo do casal de vocalistas Rafael e Thiane.”
(Postado em http://www.dynamite.com.br/2003a/mp3_05_2004.cfm – Mai/04)
“Ouvi e vi vocês no Radar e gostei bastante do som: vocais sussurados, melodia e distorções, violinos, bateria nervosa, bem legal, baixo fulminante, parabéns !!!”
(C @ C @ (Gothik Night), via email - Mai/04)
“Bah...fazia mt tempo q eu n ouvia vcs...e mais tempo ainda q eu n curtia um show da Deus. N tinha ideia (n posso usar acento, pois sou mexeriqueira e baixei uma fonte tosca sem querer) de q o som da banda tava taaaaaaaooo bom!!! Sabado vou no putzel certo...mas se eu desse de cara assim, repentinamente, com um informativo da banda na minha caixa de e mail, seria realmente adoravel! Se nota q preciso urgentemente
me atualizar e me informar (informar...informativo...se eh q vcs me entendem...) sobre oq estah acontecendo por aih...tendo em vista q eu perdi absolutamente tds os shows da Deus nos ultimos tempos. Hum...era
isso...n vou conseguir falar sobre oq ouvi sem ficar puxa-saquista demais...hehe! N tenho mt p dizer, ateh pq tenho birra desse micro e ele de mim entao n costumo usufruir do q ele me oferece. Eu to ouvindo
Liga pra mãe pela 4356534634273 vez e me arrepiei tds elas...mt oitentista o final...mt bom ouvir Deus de novo!!! Ta...eu falo demais...chega...vejo vcs no Putzel...beijos! ateh!
PS: Bah...Liga pra mae eh muuuuuuuuito bom!!! Eu jah disse isso...?
Bom...entao disse de novo...pq eh muuuuuuuito bom!!!”
(Kika Lisboa, via email - Mai/04)
DEOD : 22 : 05 : 04 : Primeira parte
“Como já está virando hábito, cheguei muito cedo. Creio que meu senso de tempo está seguindo o mesmo caminho que meu senso de direção, e como meu senso de direção não possui senso de direção, e logo ele não segue um bom caminho, o mesmo está se mostrando verdade para meu senso de tempo. E esse foi o parágrafo mais macaco louco que já escrevi, dentre todos aqueles parágrafos que são, de uma forma ou de outra, meio macaco louco, com repetições idiotas e freqüentes, o que acontece às vezes nos parágrafos meio macaco louco, e este parágrafo aqui é desse tipo.
Humm... e a minha menina superpoderosa favorita é a Docinho, porque ela é má...
Bem, de volta à noite de sábado...
Fui um dos primeiros a entrar (acho que o terceiro...), e explorei o local, em busca do meu canto escuro ideal. Peguei um canto próximo à escada para o segundo piso, e lá fiquei, após ter dito oi para a Thiane, vocalista da banda. Que, aliás, está de aniversário exatamente hoje.
Parabéns, Thiane.
O som mecânico (é essa a expressão? Parece estranha...) era basicamente de coisas que não conhecia muito bem. Às vezes um Morphine, ou um Marilyn Manson, Blur (“Coffee and TV”, boa música) e creio que os inevitáveis Pixies. Mas o melhor foi um Bowie. Enfim, uma legítima seleção do que chamam de indie, creio eu. O que serviu para me mostrar que não conheço boa parte do que é tocado por aí.
As pessoas iam chegando aos poucos, e uma senhora assistia televisão, dentro do bar. Era um filme com o Rutger Hauer cego, usando uma espada e cortando fora braços de policiais. Meio B.
Movimento entre os integrantes das bandas, e lá pelas tantas ligam aquele lobo-que-projeta-um-monte-de-cores-para- tudo-quanto-é-lado. Minha pele ficou multicolorida, e pensei se conseguiria me auto-hipnotizar com aquilo, focando minha atenção num ponto específico da minha mesa. Não tentei por muito tempo, entretanto. Vai que desse certo...
E as pessoas iam chegando e chegando. Várias e belas botas, alguns belos casacos. E minhas considerações sobre assuntos diversos disputando espaço na minha mente com o invasivo e altíssimo som da música.
O primeiro show foi dos Superphones. Cantam em inglês, e o som é bem britpop; Blur parece ser a principal referência. Eles também tocaram com a Deus e o Diabo no domingo da semana passada, mas não assisti eles daquela vez. Mas sábado eles tocaram primeiro, e não tive como escapar.
Confesso que fui meio injusto com eles, e cheguei a considerar, antes do início do show, que a melhor coisa da banda seria aquele lindo e estiloso sobretudo cinza que a baixista usava. Mas ela nem usou ele no palco, e a banda me convenceu. Gostei do show deles, tocaram várias músicas, mas sem cansar. Um amigo (ex-integrante ou coisa do gênero, talvez...?) foi convidado a subir no palco, cantou e tocou baixo, e tudo resultou num belo show. Que foi o melhor da noite.
Mais tarde, num dos intervalos entre os shows, o vocalista da banda veio conversar comigo. Ele me reconheceu do outro domingo, falou que não sabia se eu havia ido lá para assistir eles ou a DEOD. Respondi que estava lá por causa da DEOD, mas que havia gostado dos Superphones, que havia sido um belo show o deles. Achei simpático da parte dele vir falar comigo, se bem que desconfio que o sujeito só fez isso porque já havia bebido um pouco demais...
DEOD : 22 : 05 : 04 : Última parte
E então começou a tocar Cocteau Twins. “Garlands”. A discotecagem entrou no modo gótico de ser, e desfilou alguns dos velhos clássicos de sempre: Bauhaus (“Dark Entries”), Joy Division (“24 Hours”), The Cure (“The Walk”) etc. O som estava muito agudo, e tive dificuldade para reconhecer “The Walk” no início. Cheguei a pensar que fosse “Blue Monday” ou alguma outra coisa do New Order. E a voz do Robert Smith estava quase irreconhecível, extremamente aguda.
Várias pessoas começaram a dançar, nesse momento da noite, com a sucessão de representantes do som oitentista desfilando em todos os tímpanos. Algumas pessoas desceram do segundo piso para dançar já logo que começou a tocar “Garlands”.
Enquanto as músicas tocavam, o pessoal da OAEOZ, banda de Curitiba e segunda a se apresentar na noite, preparava seu equipamento. O show dos Superphones foi bom, mas o som em si não estava perfeito. Muita microfonia, e o problema com os agudos. E isso continuou com a banda de Curitiba e com a DEOD.
Sobre a banda OAEOZ... não é muito o meu tipo de som. Achei as músicas um pouco longas demais, e não gostei muito das letras (em português). Meio progressivo, às vezes, mas não é uma banda ruim, de forma alguma. Apenas não é um tipo de som que eu goste muito.
E os anos oitenta voltaram mais um pouco. Sisters of Mercy com sua versão de “Gimme Shelter”, muito melhor que a original dos Stones. Momento mais dançante e dançado da noite. “This Picture”, do Placebo, bela música, trouxe todo mundo de volta ao século 21.
Já era mais de três horas, à essa altura da noite. E chegou a vez da Deus e o Diabo se apresentar.
Rafael Martinelli já foi avisando que todos estavam empalhados (ou seria “empalhadaços”? Não me lembro agora, e como sou praticamente um analfabeto em gírias, nem tenho como saber qual termo é o correto). E, assim estando, ele não sabia muito bem no que ia dar.
Palavras proféticas.
Começaram com “Liga prá Mãe”, e depois veio “Silêncio”. O som não estava bom, e os problemas com os agudos continuavam. Claro que talvez nem havia problema com os agudos, e tudo não passava de impressão minha. Vai saber. De qualquer forma, Desirée parecia estar tendo problemas com o violino, e o microfone da Thiane parecia muito baixo. E lá pelas tantas o Marcelo Carpes começou a fazer firulas com a guitarra. Tocar ela por cima dos ombros, esse tipo de coisa. De repente ele desce do palco e vai no banheiro. Daí em diante tudo desandou. Rafael disse que não seria apenas eles a darem vexame, e que os músicos das outras bandas seriam convidados para uma jam session que acabou não ocorrendo.
Acho que foi durante “Luvem” (a pedidos) que a coisa complicou de vez. Marcelo não parecia muito disposto a tocar sua parte, e preferia ficar no modo guitar hero de ser. Rafael chegou a um ponto de irritação tal que simplesmente pulou do palco, subiu a escada e foi para o segundo piso. O resto da banda ainda tentou prosseguir com o show, tocando “Infância”, que Thiane canta sozinha. Mais tarde Rafael volta ao palco, e anuncia que tocarão a última música, “Cocaína”. Mas o Marcelo já fez das suas logo no comecinho da música, e acabou tudo nisso mesmo.
Isso me fez imaginar o Michael J. Fox em De Volta para o Futuro, na cena do baile no final do filme. Mas na versão que vi na minha cabeça, Michael bebeu demais e quis inventar de novo o rock’n’roll.
Alguém tem que avisar ele de que o rock’n’roll já foi inventado, e que ele é mais que isso.
Eram mais de quatro horas, e as pessoas começaram a ir embora. Antes de ir falei novamente com a Thiane, muito brevemente (é sempre uma dificuldade enorme falar nesses ambientes com som muito alto), e fui embora.
Gastei meus últimos sete reais nesta noite. Estou completamente falido até receber novamente, no começo de junho.
E alguém que leu este relato talvez pense, tendo em vista o que escrevi sobre o show da DEOD, que eu joguei meus últimos sete reais fora. Ledo engano, leitor desavisado. É uma pena que as coisas não tenham saído bem como poderiam, mas nem tudo pode dar certo sempre, e coisas assim acontecem, mesmo quando nos esforçamos para elas não acontecerem.
Durante alguns momentos do show, o Rafael comentou que estavam tocando para amigos ali. E escutei isso sem saber se eu deveria me sentir incluído ou não. Não sei. Mas o engraçado é que, se por um lado não sei se posso me sentir incluído, por outro sei que não tenho por que me sentir excluído.
E era isso.
Fui dormir às cinco, acordei às nove (meu relógio biológico é implacável e inclemente...), e ontem foi úmido.
O fim de semana foi o fim de semana que foi, e hoje é hoje.
Adivinhem o que o amanhã será?”
(Thiago Kern, em http://moonthemirror.weblogger.terra.com.br - Mai/04 )
“Gostei muito do CD de vocês. A apresentação do CD está muito boa. Parabés! Forte abraço e sucesso.”
(Gilvânia Silva, via email - Mai/04)
“A DeoD como um todo está de parabéns por manterem-se fiéis aos seus princípios artísticos-estéticos em um meio extremamente prostituido como o da música; em especial aqui no RS. Minha admiração está com vocês. Um grande abraço e Sucesso! Para todos que não temem caminhar nas trevas...”
(Mariano Borghetti, via email - Mai/04)
"Oi Thiane. Recebi o cd! Bem legal, cara! som muito interessante, ouvi uma vez, depois ouço mais. Parabéns pela personalidade.... a gente deve estar passando por aí em breve, quem sabe a gente se fala pessoalmente?"
(Gabriel - Autoramas, via email - Mai/2004)
O TEMPO ARRUÍNA TUDO -- OU O PARNASIANISMO NO ROCK
“A Deus E O Diabo é uma das bandas que desfrutam da duvidosa honraria da micro-fama no Rio Grande Do Sul. Habitando um universo paralelo constituído de diversos tons de sépia, cultuada, e, em certa medida, unânime, a banda possui uma das estéticas mais auto-suficientes do estado. Aquilo que alguém convencionou chamar de ARTÊ. [Como identificar algo de teor ARTÊ? É bastante simples -- basta lançar pra si mesmo o seguinte questionamento: isso, de algum modo, pareceria melhor se eu apreciasse fumando um cigarro mentolado através de uma PITEIRA DE MARFIM, ou então sorvendo goles de ABSINTO sentado em cima do meu exemplar de De Profundis, ou mesmo usando um maldito MONÓCULO?]
Já presenciei dois shows da banda. Um deles, sufocante, quase perfeito, onde a vocalista Thiane ameaçou chorar ao ser abandonada no palco -- quase chorei junto. O outro, uma mixórdia decadente que parecia algo saído da Berlim dos anos 30, com gente caindo pelo palco e versões esquizofrênicas, secundadas pelos murmúrios da platéia ["TÃO TUDO CHERADO!"]. Coincidência ou não, essa dualidade, sublimação e decadência desmedida, atravessa todo o disco, e resume bem o que parece ser a opção da DEOD: algo belo e, em mesma medida, extremo.
"Liga Prá Mãe", provavelmente o momento mais conhecido da DEOD, é uma grande canção, com sua guitarra à la Will Sergeant fazendo estrago já na primeira faixa. Anteriormente divulgada no EP auto-intitulado da banda, ganha uma versão ainda mais afiada em Também Morrem Os Verões, com efeitos eletrônicos sutis fazendo a cama para a bateria marcial e os versos cinzentos.
"Infância", a angustiante segunda faixa, é o equivalente musical a ser enterrado vivo.
A perfeita "Simples", que vem logo em seguida, parece conter desalento demais para uma única música ["É simples, tão simples / Manhãs vêm, manhãs vão / Não somos mais os mesmos"], imolada pela ruidosa guitarra de Marcelo Carpes.
Alguns títulos são mera cortina de fumaça: "ONU & EUA", por exemplo, não é panfletária como seria de se supor, e a maneira como seus versos são escandidos fazem transparecer mais um doloroso exercício de auto-indulgência do que qualquer tipo de proselitismo duvidoso.
A produção do CD foi bastante criticada em determinados CÍRCULOS, qualquer coisa sobre descaracterizar ou amortizar o impacto das músicas mais conhecidas do grupo. Discordo. A produção soa espessa, detalhista, MEGA, e isso, de algum modo, se adequou ao som da DEOD perfeitamente. A sonoridade é predominantemente ligada ao pós-punk inglês, com linhas melódicas curtas, repetitivas, encorpadas por um violão quase onipresente. O jogo vocal do casal Rafael Martinelli e Thiane Nunes passa ao largo da chateação que um disco introspectivo como esse poderia se tornar. E, claro, até onde eu entendo, é pra se ouvir em dias de chuva -- ou então em dias de sol, justamente tentando simular um dia de chuva trancafiado em qualquer lugar.
Confesso que nunca tive a DEOD em alta conta -- como dizem os gringos, 'not my cup of tea'. Mas nesse caso me vejo obrigado a me reclinar e observar, com toda a calma do mundo.
(Diego Fernandes, em http://www.gordurama.com.br/artigos.php?p=220 - Mai/04)
JUNHO
"Eu fui no debate com o Fábio Massari foi bem legal, o cara tava com a voz meio ruim falou pouco mas foi massa.... falou-se basicamente do livro que ele estava lançando e da cena independente.... teve um momento que o Roger Lerina começou a mostrar e elogiar os materiais independentes que vem recebendo inclusive mostrou o cd da Deus e Diabo."
(Punk (Amorfo) - coments no blog - Jun/04)
“Olá! Continuem me avisando dos shows. Não sei quem indicou o meu nome, mas vou tentar ir no próximo.........prometo!!!! Conheci o trabalho de vocês não faz muito. Vocês estão além no tempo para receber uma crítica corriqueira, embora a mais corriqueira das críticas encontraria elementos frágeis
no trabalho. Enfim, o caos tem voz e é de Porto Alegre! Bastante peculiar!”
(Scarlet Maria, via email - Jun/04)
“Monodia e Deus e o Diabo fazem o primeiro show do projeto Uma Tarde, no Teatro do Museu do Trabalho (Andradas, 230). Junto com os shows rola um bazar com camisetas, livros, fanzines e discos de bandas independentes. A idéia Uma Tarde é unir bandas que por algum motivo são semelhantes. As próximas edições devem ter shows com SOL, Os Massa e Nancy (Brasília). O bazar abre às 16h e os shows começam às 18h. R$ 5. Mais sobre Deus e o Diabo aqui. Sites: www.deuseodiabo.com/ e www.monodia.com.br/”
(Roteiro do Terra – jun/04 - http://diversao.terra.com.br/interna/0,,OI328981-EI3459,00.html)
“Para ouvir clique aqui (www.revistaartelivre.com)
2Fuzz - From Here
Borderlinerz - Blackdiamond
Iris - Chuva
Deus e o Diabo – Infância
Barfly - Down
FLU - Gang
Jumento Van Basten - A Menina do Supermercado
The Automatics - New Conclusion
PB - Anasol
Superbug - 5-way Flashing
The Cigarretes - Maíra
Zé Maria – Etoile”
(Seleção do Programa Arte Livre 91,5 FM - Rádio Interferência - Programa 7- Jun/04)
JULHO
"Parabéns, parabéns, parabéns!!!! O show foi maravilhoso, tão bom quanto o do Goethe. Ponto positivo: A interatividade com o público deu um clima muito legal ao show. Ponto negativo: Pô, vcs não tocaram Farrapos!!! Quando vcs vem a São Léo? Ouvi falar que vc é daqui. Abraços”
(Gilson Santos da Rocha, via email – Jul/04)
“...ouvi a DeoD, muito boa banda tche. Eu já tinha lido alguma coisa sobre vcs, depois é que me caiu a ficha, quando fui lendo a crítica na page... Baixei três audios (Infância; Liga pra mãe; e 26), pra pôr em CD. Os outros áudios não consegui, me pareceu problema na page! Será? Quem sabe a gente vai se falando aí... eu pretendo tocar coisas legais no programa da Conexão FM. Quem sabe não é o caso de mais adiante a gente levar o último disco no programa, comentar, fazer uma entrevista-participação sua e tal.Como tá a agenda de vcs ?
A faixa Liga pra mãe eu achei muito interessante. O vocal em especial. O dobramento em oitavas; a alternância sua com a vocalista (Thiane, isso?); o jogo de intensidades sonoras das vozes; o corte eletrônico no final; tem um comentário sonoro sobre o vazio (o espaçamento da oitava?), sobre a angústia nessa formulação, me pareceu. Tem outra coisa que achei muito bem construída na voz: é como se houvesse um descompasso rítmico - a voz retardando o ritmo, cantando em ritmo mais lento. É outro contraste interessante... as guitarras muito bem pensadas, enfim, parabéns. Vamos falando ae! Té, Marcos”
(Marcos Sosa, via email– Jul/04)
“Rrrrock a quilo
Hoje, no Cine Teatro, às 19h, quatro bandas de rock fazem show beneficente. É só levar um quilo de alimento e entrar. Um gesto muito legal das bandas "Deus e o Diabo", "Madame Satã", "Salão Fígaro" e "Ascetika". Trata-se de um programa prá lá de bom para quem gosta de rock and roll e está a fim de curtir boa música.”
(Coluna de Iara Maurente – CG - Jul/04)
AGOSTO
“Parabéns pela apresentação no Domingo, o museu do trabalho é excelente para os shows, as "performances" do Rafael estavam muito legais e o teu vocal estava maravilhoso... Levei comigo um amigo que só conhecia vcs pelo disco, e vivia colocando defeitinhos aqui e ali... Quando ele viu o Rafael entrando abaixando ficou boquiaberto e só fechou a boca para aplaudir de pé quando a apresentação acabou. E realmente o show estava fantástico. Acho Observática seguida de Farrapos um dos melhores momentos do álbum e ficou perfeito no show... Pô, é muita maldade aquela música (como se chama? "O que sinto agora guardei para mim..." ) não ter entrado no disco...
Mais uma vez parabéns, vcs são ótimos!!! Um grande abraço, gilson denny”
(Gilson Santos da Rocha – via email – Ago/04)
“Aí, Rafael, Thiane, Klamt, Desiré e a turma do deod... um abraço a todos pela grande festa proporcionada... grande texto do Rafa... como que o cara consegue lembrar de tudo bebendo tanto? Cinematográfico. Prodigioso...abs, flávio”
(Flávio, Curitiba – Ago/04 – sobre Festival Rock De Inverno 5)
“Bom, o show dos guris estava perfeito! O Mauricio possuido por alguma entidade estranha q no final do show se apoderou do Bola tbm (mas em dobro), os vocais estavam bons e afinados (óoooooo), e a banda com uma performance espetacular!!!”
(Alessandro de Souza Peres – via email – Ago/04)
“Meu humilde comentário sobre o show! estava simplesmente perfeito!
Lucifer (o cara do chapeu chaplin)”
(Alessandro Peres – via email – Ago/04)
Também Morrem os Verões, Deus e o Diabo
“Podem reclamar o que quiserem, mas eu adorei a apresentação da banda no V Festival de Rock de Inverno (ou algo parecido) que teve no Cine semana passada. Até comprei o CD. Poser até dizer chega, o vocalista foi de extrema gentileza e simpatia fora do palco. No sáite dá pra conhecer melhor a história e o tipinho da banda. E dá pra também ouvir algumas músicas. A minha predilita é a "Liga prá mãe". Foge das bandinhas gaúchas engraçadinhas."
(Gi/PR, em em http://www.quelque.com.br/index.php?cible=past&arquivo=2004_08_01 - Ago/04)
“oi galera deus e o diabo e du caralho conhecia por nome mais n vendo vcs tocarem e escutando muito bom espero que vcs façam shows no dc navegantes ou vila farrapos por favor agradeço de coraçao valeu liga
pra mae e demais to loco pra ver vcs em um show nunca vi so pela televisao valeu abraços espero respostas”
(Lourenço, via email - Ago/04)
QUEBRANDO O GELO
“Festival Rock de Inverno 5 apresenta grupo inglês inédito no Brasil e outras 13 bandas do circuito independente de Curitiba, São Paulo e Porto Alegre.
O grupo inglês Transcargo é a grande novidade do Rock de Inverno 5, festival que surgiu em 2000 com a proposta de chamar a atenção da mídia e do público para a cena musical independente de Curitiba, e este ano acontece nos dias 6 e 7 de agosto, no Cine Música Bar. Além dos britânicos, que se apresentam pela primeira vez no País, outras treze bandas de capital paranaense, São Paulo e Porto Alegre se revezam nas duas noites do evento.
De São Paulo, o festival apresenta Gianoukas Papoulas, que mostra seu som sutil e sofisticado, também inédito em palcos curitibanos. E de Porto Alegre, o convidado é Deus e o Diabo, que apresenta seu novo trabalho, o elogiado CD “Também morrem os verões...”
(Divulgação Rock de Inverno 5 - Curitiba/PR - Ago/04)
“Minha namorada comprou o cd no festival e não para de ouvir, ela ainda não me emprestou! Tô curioso para ouvir as diferenças do show... Abraço”
(Tulio - coments no blog - Ago/04)
“onu e eua. dancei uma valsa dentro disso ontem. podia.”
(Lucida Sans - coments no blog - Ago/04)
"O show da Deus e o Diabo começa com Cocaína. Performance apoteótica do Rafael Martinelli, se jogou no chão algumas vezes e, deixou alguns apavorados. No fim da música a explicação, um protesto para as pessoas que esperam isto da DEOD. Eu achei legal a coisa toda, nem fiquei ofendido que, espero momentos como este nos shows deles e, pra falar a verdade, em todos os shows. O que se seguiu foi uma sequencia de “hits” com destaque para ‘Bananas da estação’, novíssima que tinha sido debutada ali mesmo no Museu semanas atrás.
Pra mim foi o melhor show da DEOD, coisa que tem acontecido com frequencia, um superando o outro. Deu pra ouvir todos os instrumentos e, destaque para o Bola que, há semanas atrás era o maior inimigo da banda e, no domingo fez sua parte muito bem, volume a contento, performance a contento. Consegui tirar algumas fotos até acabar as pilhas da minha câmera, infer."
(Arlen, em http://www.fuzznoise.blogspot.com/ - Ago/04)
“...Quando estava voltando para casa, depois dos shows, percebi que havia alguma música tocando insistentemente no fundo da minha cabeça, e quando me dei conta era "Farrapos", com o verso "Bebês numa incubadora" repetindo em eterno loop...
Já na volta do segundo show de vocês que assisti, foi o baixo de "Cocaína" que me acompanhava, enquanto caminhava ao lado de cemitérios.
Bons shows não apenas ficam, como também voltam conosco.”
(Thiago - coments no blog - Ago/04)
"oi, eu tive oportunidade de ir em poucos shows da DEOD, mas curti bastante o som de vcs, e o ultimo q fui no museu do trabalho junto com a monodia tb estava otimo! espero q logo tenham outros como esses por aqui..."
(Carol - Scrap do Orkut/Thiane - Ago/04)
SOBRE PÃO & CIRCO, OU COCAÍNA & BANANAS
“Respeitável público, senhoras e senhores, jovens e criança de colo, sejam todos bem-vindos ao espetáculo circense da estação! Sejam todos bem-vindos a este circo de performáticos, perfumados, perfurados artistas, ousados engolidores de microfone, saltadores e cheiradores, sempre dispostos a divertir e entreter, com circo e pão, cocaína e bananas!
Humm... Começo meio exagerado esse aí de cima, mas creio que o exagero merece algum destaque aqui e agora. Uma das coisas mais honestas que se pode afirmar sobre os shows da Deus e o Diabo é que cada um deles é completamente único, e conseqüentemente imprevisível. É verdade que isso, ou seja, que cada show de uma banda é único, talvez soe meio óbvio.
Mas talvez não seja algo tão óbvio assim para muitas bandas, principalmente aquelas mais pasteurizadas, que antes de tudo sobem num palco para mostrar seu produto, como vendedores querendo empurrar tranqueira para seu público-consumidor. O mais recente show da banda seguiu esse padrão sem padrões, essa unicidade performática, num exercício meio que metalingüístico em alguns momentos, auto-referente, e crítico em outros. Em vários outros.
Realizado no dia 22 de agosto, no Museu do Trabalho, o show abriu com o que viria a ser uma versão impressionante de "Cocaína". Seis dos sete integrantes da banda estavam no palco, no começo da noite daquele domingo, quando começaram a sua apresentação. O vocalista, Rafael Martinelli, não estava lá ainda. Poucos segundos após o início de "Cocaína", ele surge, saindo por detrás das cortinas no fundo do palco, rastejando pelo chão, seguindo o traçado de uma imaginária (e prodigiosa, pelo trajeto por ele feito) carreira de cocaína, em direção ao microfone e ao seu lugar no palco. Por relatos lidos posteriormente, escritos por integrantes da platéia daquela noite, houve quem ficou de boca aberta com tal entrada dramática, mas cabe salientar que o adjetivo usado acima ("impressionante") refere-se também à qualidade da performance da banda, pois essa música nunca me soou tão bem quanto naquela noite, forte e impecável. "Cocaína" da melhor qualidade, 100% pura.
Foi um começo apropriado para indicar o que viria a seguir. Indicação dupla, aliás: por um lado, a encenação do Rafael daria o tom de sua postura pelo resto do show; por outro lado, a parte puramente sonora estava muito boa, a banda estava melhor que em seus dois últimos shows (pelo menos os dois últimos que eu assisti), e a apresentação que se seguiria seria das melhores dos últimos tempos, ouso dizer. E nisso uma dicotomia se instalou:
- o lado circence, palhaço até (ou pseudo-palhaço), de um Rafael discursivo, semi-panfletário, que se atirava ao chão, e não poupava, nos momentos entre as músicas, seu velho desafeto, aquele tal de "rock gaúcho", espécie de modelo tipo exportação pelo qual se mede, em alguns locais, o mérito de bandas daqui;
- o lado simplesmente musical, a execução (competente) daquelas belas músicas que falam sobre o cotidiano e de coisas simples (e das complicadas, também...) da vida.
Depois da primeira música, foi a vez da nova "Bananas", música de verve crítica, sobre o comercialismo desmedido, a arte feita em função da barriga, para encher o estômago, para usar uma das expressões mais caras ao Rafael. Os modismos e quetais. Terceira vez que a música é tocada, se não me engano, sendo que a primeira foi justamente no Museu do Trabalho. Bela porção do bom repertório da banda foi tocado, e ainda destaco "ONU e EUA", que teve uma performance didática, com seus versos cantados de forma pausada pelo Rafael, ilustrados pelos restos mortais de um cigarro, travestido então de bomba a cair no palco indefeso (que além do bombardeio, também sofreu com uma pequena inundação de cerveja).
Voltando à dicotomia, à relação entre o exagero (proposital) do vocalista e o que se podia ver/escutar da banda como um todo, inevitáveis pensamentos a surgir em minha mente usavam, como trilha sonora, as músicas da Deus e o Diabo. Segundo Rafael, era isso o que muitos esperavam de um show da banda: a porraloquice. E, naquela noite, a porraloquice foi envergada e evidenciada de sobremaneira por ele, mas não necessariamente assumida, como a dizer: "sim, é assim mesmo que nós somos!". Não como síntese do que é a banda. Não como o padrão a ser seguido.Mas então pode surgir um problema em potencial: é inteligente envergar e evidenciar essa pré-concepção, ou mesmo expectativa, gerada em torno da banda e de seus shows por algumas pessoas. Trata-se de ironia, sarcasmo, mesmo deboche.
E isso funciona muito bem, ou pelo menos pode funcionar. O problema potencial, entretanto, é o seguinte: criticar como foi criticada as pré-concepções e expectativas, os preconceitos e quetais, acerca da banda uma vez é ótimo, mas infelizmente esbarra no fato de que nem todos podem vir a entender o recado. Nesse último show, imagino que houve quem confundiu a crítica com o que é criticado, assumindo que essas duas situações são uma única. Ou seja, talvez tenha havido quem reduziu a "palhaçada" crítica e mordaz à palhaçada for fun, simples e rasteira. Entretanto, acho que não éesse o caso realmente. Ou que o tal problema em potencial não sai do estado de potência não realizada. Pois há um aspecto ainda não citado sobre esse último show, que agora abordo brevemente: o aspecto catártico.
O discurso de Martinelli era formado por algo entalado em sua goela, que aparentemente precisava sair, coisas acumuladas aqui ou ali, algumas coisas relacionadas ao evento em Curitiba, creio eu, agregadas à postura tradicionalmente crítica do vocalista. Foi uma transfusão de goelas, de certa forma. Rafael tirou o que estava em sua goela, e meteu tudo goela abaixo da platéia. O que, escrevendo dessa maneira, talvez pareça algo agressivo, mas que me parece, mais do que qualquer coisa, com uma boa e inesperada definição de "arte". Mesmo porque comunicação e expressão de goela à goela não faz necessidade da influência do estômago. Foi um ótimo show.
(Thiago Kern, sobre show no Museu do Trabalho - Ago/04)
“Gostaria de saber se encontro mp3 das novas músicas e onde tem o cd a venda e ainda quais bandas vocês curtem de tudo que existe no universo sonoro.beleza! abraço do admirador fiel. João.”
(Joao Batista Raupp, via email - Ago/04)
"Devo ter perdido o jeito da coisa, realmente.
Já virou uma tradição neste blog postar algum tipo de relato, razoavelmente longo, sobre os shows que eu assisto da banda Deus e o Diabo. Como não sou crítico (nem quero ser), e tenho um conhecimento musical dos mais tacanhos (mal sei o que é “retorno”), escrevo sobre as impressões que ficaram, e as versões dos fatos decorridos que consigo obter dessas impressões, devidamente traduzidas em palavras.
Um parágrafo como o anterior pode dar a impressão de que não vou fazer isso dessa vez, o que apenas é meia-verdade. Não vou fazer isso agora, principalmente porque alguns aspectos da mais recente apresentação da banda merecem alguma elaboração textual e mesmo considerações sobre vários assuntos, e agora não me sinto capaz de fazer nem uma coisa, nem outra.
O que posso dizer já é que gostei muito do show, achei melhor que o anterior que a banda fez no mesmo local. O som parecia mais claro, todos os intrumentos estavam bem definidos, com destaque para o baixo do Guilherme Klamt, que pelo menos em uma ou duas músicas parecia ser o centro de tudo, o cerne sonoro das músicas em questão, excelente e pulsante, sendo o baixo meu instrumento preferido desde sempre. Eu miseravelmente não me lembro agora quais são as músicas a que me refiro, pois mente fraca, memória fraca, e a minha mente anda mais fraca do que nunca, nesses últimos tempos."
(Thiago, em http://moonthemirror.weblogger.terra.com.br/ - Ago/04)
"Ademais, bandas tristes não têm amigos. Exceto, talvez, amigos como a Deus E O Diabo."
(Trecho de resenha da banda Blanched - Ago/04, em http://www.gordurama.com.br/artigos.php?p=283)
"Sem sombra de dúvidas, ótimo show!!! Maneira ideal de encerrar minhas féiras. Excelente noite com ótimos amigos! Aliás, que ninguém jamais diga que o Martinelli e a Thiane não são grandes anfitriões!
Aproveitando o ensejo: Thiane, devorei o livro! Leitura fluida, grande quantidade de informação (especialmente pra mim, um "analfabeto" em termos de artes visuais) e reflexões muuuiito pertinentes... em fim, não foi a toa que ganhastes aquele prêmio... Parabéns! Realmente espero ver(ler) mais produções em um futuro bem próximo... Beijos e abraços a todos da família DEOD"
(Mariano/Ravnos - coments no blog - Ago/2004)
SETEMBRO
DEUS E O DIABO, A BANDA
“A primeira vez em que tive o prazer de assistir a banda Deus e o Diabo foi no Projeto Rock à Quilo no Cineteatro de Gravataí, num finzinho de tarde, enquanto a Feira do Livro acontecia no Parcão. Duas opções imperdíveis.
E o que poderia comentar a respeito do som deles? Nada, ou muito pouco. O som diz tudo, Deus e o Diabo! Equilíbrio perfeito. O peso e a leveza de mãos dadas para encantar nossa percepção. O casal de vocalistas, além do charme e presença de palco, domínio da técnica vocal, se empenhando ao máximo para expressar na voz as composições que falam sobre a perplexa existência do ser humano.
Um som de violino muito bem equilibrado com os solos de guitarra, violão base, baixo e bateria.
Ótima apresentação com um final inesperado: um show à parte do guitarrista que se acaba em um solo psicodélico, pula para fora do palco, numa completa interação com o público. Enfim, é isso que vale a pena de ver e ouvir, a harmonia entre os músicos, a identidade musical de uma banda, “porque a arte não pode ser regida pelo estômago”.
(Gracieli Muhl Zapello - Clube Literário – Set/04 )
“Olá; li algumas críticas muito legais sobre a banda e tentei entrar em contato com as lojas aqui de SP que estão listadas no site de vocês p/ comprar o CD; nenhuma delas tem no momento. Vocês conseguem me mandar o CD daí de Porto Alegre?”
(André Marques Gilberto/SP, via email – Set/04)
"...Quando o show da DEOD começou, fomos para o lado do palco. Só o que vinha na
minha cabeça era David Linch.”
(Arlen Andrade, postado em http://www.fuzznoise.blogspot.com/ - Set/04)
“Gostei pra caramba do show de vocês!! E o disco também é ótimo!! Aliás, foi muito legal o evento. Acho que todos conseguiram dar o seu recado de uma forma bem bacana, espero que rolem muitos outros. Abraços!!”
(Tiago Rosa - Ascetika - coments no blog - Set/04)
“deus e o diabo. a gente foi ver o show deles sábado, antes da festa na casa da preta. muito legal o som. e tipo banda alternativa tocar em gravataí. depois do show eu e o fabrício stipe ainda fomos conversar com eles. bem legais, e a vocalista além disso, bem lindinha.”
(Lucas, sobre show no Cine Gravataí - Set/04. Publicado em http://www.cohabcaveiravilarica.blogger.com.br/2004_09_01_archive.html)
“Putz! bacana o show aqui em Santa Maria...e com a SOL ainda...”
(Calixto Bento, via email – Set/04)
"A minha ansiedade para o show de sábado foi bem diferente da de todos os outros. Nunca fui a um show de vocês, circuitos alternativos nunca mais. Embora de onde eu estava os microfones tenham se confundido com os instrumentos, a música me fez voltar à uma época em que tudo isso fazia parte da minha vida e saudade é coisa que não se guarda por muito tempo... ouvir a guitarra ali, de pertinho, lembrei daquela música "but what can poor boy do, except to sing for a rock'n'roll band?" Sou um cara apaixonado por isso e acho que tinha esquecido. Inaugurado de Deus e o Diabo, revivido do que já fui."
(Rodrigo/jornalista - coments no blog - Set/04)
"Puxa, então não é só comigo?!?! Acho que é uma característica inerente da DEOD essa capacidade de remexer nas experiências e, porque não dizer, "vidas"passadas. Nos fazer reviver aspectos de nós mesmos que foram abandonados no meio do caminho..."
(Mariano Borghetti - coments no blog - Set/04)
O ENSAIO SEGUNDO A DEOD
Uma banda que afirma, nas palavras de um dos seus vocalistas, “nós somos Deus e o Diabo” seria diferente de outra que dissesse “nós somos a Deus e o Diabo”. Essa observação, garanto, não é uma demasia de professor. Acontece que fui lá sábado, no Cine-Teatro, ouvi e gravei: eles são Deus e o Diabo, e não uma banda com esse nome. Até aí tudo bem: imagino que algum leitor vá mesmo é torcer o nariz e fazer algum esboço em contrário – que não é bem assim; que foi só uma coincidência; ou então, que foi o Martinelli que só esqueceu da letrinha a, e era isso.
Só que a banda DeoD, em palco, é que é a culpada dessa minha reflexão. Não por coincidência, já na ordenação das bandas do evento beneficente Rock a Quilo – que contou também com os shows da Madame Satã, da Salão Fígaro e da Ascetika – foram eles os primeiros, parecendo dizer que DeoD é um mito, um mito de fundação. Em todas as culturas há um mito fundacional que busca explicar de onde viemos e para onde vamos. E a DeoD, diga-se de passagem, assume esse risco.
Assim como eles agregam em sua mística os dois elementos fundadores do humano e suas contradições, no ambiente sonoro há referências musicais importantes e visíveis a toda hora, mas sem que isso constitua um tráfico de influências musical. Do contrário, essas referências explicitam, em detalhe, que música é uma arte feita de intensidades. Ao mesmo tempo que uma guitarra pode ser demoníaca, um violino pode ser angelical; as vozes podem tanto falar como intuir, seja pela via da construção melódica, seja pela via da evasão de um grito. (A propósito, parece mesmo um eco d'O grito de E. Munch a surgir numa das canções, contornando uma matriz artística que bem recupera esse transe doído que diz muito da angústia da grande arte do século 20.) Nessa medida é que surgem coisas que vão brotando por dentro das linhas das canções: linhas que às vezes sofrem rupturas e enganam o espectador, fazendo-o aplaudir antes ou depois da hora. O demoníaco do grito, mas o angelical de vozes combinando um dobramento de melodias, como almas tentando um reencontro: há um apontamento à abrangência na DeoD, situado talvez na aguda percepção do abismo que separa os extremos.
E no show da DeoD há uma exposição de alma e corpo que vai dimensionada pela figura de duas personagens, não por acaso um homem e uma mulher – as duas metades que, na conjunção do ato amoroso, se encontraram para povoar a Terra. Porém, num lance do set que apresentava o disco Também morrem os verões, um dos dois some de cena, gestacionando, assim, um ensaio à solidão. Posteriormente a cena se inverte: quando um não estiver, o outro fica para segurar, com notas frágeis, o peso do mundo – da máquina-mundo dos instrumentos que, afinal de contas, são o grande pano-de-fundo dessa mitologia.
Fica parecendo que já estava tudo preparado pra que fosse assim? Não, não fica. O show da DeoD, paradoxalmente, é ao mesmo tempo um ensaio, no mais apurado sentido da palavra. Já Milan Kundera, em A insustentável leveza do ser, comentava a vida nesses termos: o primeiro ensaio da vida é a própria vida; e o esboço da vida é um esboço sem quadro. Como se tudo fosse vivido pela primeira vez, sem preparação.
(Marcos Sosa, profº literatura, no Correio de Gravataí e em http://planeta.terra.com.br/arte/marcossosa/33.htm – Set/04)
“adorei muito o show de vocês e tal. espero ver outros ;}”
(Lucas - http://christiandemocrats.at/lucas - coments no blog - Set/04)
"OBS: Ali onde tem "Um carinha que adoro" era para ser... *Um carinha que adoro o show de vocês no Cine Teatro Municipal em Gravataí e acabou comprando o CD, e agora anda adorando mais ainda!", bom... bom... acho que era mais ou menos assim... mas era isso que eu queria falar, tudo de bom pra vocês!"
(Anônimo - coments no blog - Set/04)
DEUS E O DIABO FAZ ATENTADO EM CACHOEIRINHA
“Deus e o Diabo participou de um atentado para lembrar o 11 de setembro, sábado. Um atentado poético, diga-se. O sarau, organizado pelo Glauco e pela jornalista Sônia Zanchetta, no Café-Livraria Leituras e Gostosuras, no centro de Cachoeirinha, teve a participação de poetas locais e pessoas que foram até lá para ler poemas ou contos de outros autores.
A versão pocket de Deus e o Diabo, Rafael Martinelli & Thiane Nunes, Desirée Marantes e Alex Osterkamp tocou ONU & EUA; Silêncio; São e Simples, em vozes, violão e violinos. O objetivo do "atentado" era "comemorar" o aniversário dos ataques ao World Trade Center de uma forma diferente: sem culpados ou vítimas, choradeiras, panfletarismo, etc.
COISA NOSSA
Martinelli, de uniforme militar e barba no 11 de setembro, rendeu comentários ali, no Taberna (camarão a R$ 60) e no Chalé da Praça XV (André Mags e o Correio do Povo sentados como em mesas de churrasco de festa no interior):
- É o Fidel?
- É o Comandante Ernesto?
Quando o apresentador do sarau chamou os "anjos" e "demônios", após a leitura de um poema por um cara que chegou em uma ambulância, o grau alcoólico já esquentava a noite de 10 graus.
CHAVEZ
O "comandante-em-chefe", em pé ao lado de Desirée à frente do palco, onde Thiane e Alex apareciam sentados em bancos altos, começou falando sobre um documentário da BBC sobre o golpe empresários-mídia-milicos-governo Bush que tirou Hugo Chavez por um dia da presidência da Venezuela, em 2003.
- A informação é uma arma de massa. E pode fazer com que um país vire uma República de Bananas - comentou. E contou a história do golpe, quando redes privadas de TV, que apoiavam o golpe por terem donos com participação na gestão do petróleo (que por lá era estatal, mas com a administração "terceirizada" para uma empresa privada - com acionistas da mídia e empresários - até Chavez puxar novamente para o controle do Estado) difundiram a informação de que o presidente havia renunciado. Isso depois de divulgarem imagens onde apoiadores de Chavez supostamente teriam atirado contra uma multidão de manifestantes convocados em rede nacional, na Globo de lá. Só que imagens independentes mostravam (está lá, no documentário) que os chavistas atiravam contra prédios, num local esvaziado, de onde vinham tiros de franco-atirados (pois atingiam as pessoas na cabeça, com precisão). Aí tomaram o palácio e anunciaram o novo governo "democrático", com direito até a reconhecimento de Collin Powell. A reviravolta só veio quando, através da CNN em espanhol, os chavistas conseguiram dar a própria versão da história. E a população que simpatizava com o regime saiu às ruas. Chavez voltou ao poder e os golpistas fugiram para a Colômbia.
- Não se deixem envenenar. O governo foi eleito pelo voto. Não aceitem qualquer mentira. Não faremos caça às bruxas - foi o discurso de volta do presidente.
EUA & URSS
O paralelo foi para introduzir ONU & EUA.
- É uma música composta durante a invasão americana ao Afeganistão, que quando foi gravada já ilustrava a invasão ao Iraque, e hoje é tocada aqui num momento em que os russos declaram-se no direito de "atacar o terror onde ele estiver" - anunciou Martinelli, lembrando o atentado em Beslan.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin apresentava um projeto prevendo o fim das eleições diretas nas federações (os estados que compõe o país), ressurgindo a velha rússia de máfias e guerra.
SUPLICYS
Após o silêncio com que as pessoas assistiram ONU & EUA, veio Silêncio, anunciada como uma música sobre relacionamentos:
- Essa é para minha Marta e meu Eduardo Suplicy - brincou Martinelli, abanando para os amigos Dieter e Ana Fogaça, um casal de políticos locais de esquerda-esquerda. E já lançou Ana: "Minha presidente da República".
- E o Dieter está a cara do Suplicy... - deu para ouvir alguém comentar.
A BOMBA
Em seguida veio São e Simples.
- Queria agradecer e dizer que tenho uma bomba... - despediu-se Martinelli, colocando as mãos embaixo da jaqueta militar. Risos.
(Jesus de Martí – sobre Atentado Poético. Set/04)
OUTUBRO
"Lembrei de vocês hoje. Um cara no cinema com uma camiseta da DeoD... Ouvi o disco, aliás, Thiane e ainda não tinha te falado nada... Muito bom. Parabéns. (Tô me organizando aqui pra voltar a escrever pro site, aí entro em contato contigo por mail pra further informations, ok?)
beijos." (Kátia Abreu/SP - coments no blog - Out/04)
“Pois eu estava a escutar o cd "tb morrem os verões" da Deus e o Diabo (banda acima (foto), p quem n conhece) qdo cruzou por mim o guitarra da mesma (ou seria o batera). Na verdade, eu vivo passando por um deles no foro central (onde trabalho), só n sei qual deles, heheh. Mas a coincidência foi massa por dois motivos: fiquei pensando qual a probabilidade de estar ouvindo radiohead, por exemplo, e o thom yorke passar por mim. Mesmo eu morando na europa. A gente tem mania de idealizar as pessoas, acaba esquecendo que são "pessoas”. E foi massa q o pinta me cumprimentou.
Agora falando da banda. Dá p saber qdo um cd de banda alternativa é bom: é qdo ultrapassa o limite de uma audição, aquela de qdo vc compra o cd num show, pela empolgação ou curiosidade, e vai ouvir em casa p ver se a banda funciona no seu som tb. E não foram poucas as vezes em que me peguei com vontade de ouvir esse cd, ou cantarolando "liga p mãe". vaariaas audições, e o cd continua bom. Eu tenho uma teoria: bandas cujo baixista gosta de Einsturzende Neubaten são completamente incapazes de serem ruins.”
(Rogério Supermozart, em http://www.fotolog.net/supermozart/?pid=8721479 - Out/04)
“Saudações! Por sorte achei esse espaço prá dizer que a Deus e o Diabo é uma banda FENOMENAL. Eu estive presente no show de ontem (9/10) aqui em Santa Maria e fiquei muito animada com esse show, eu diria mais, fiquei inspirada! To começando a tocar violino numa banda de pós punk, banda de uns parceiros meus que também estavam no show, e identifiquei muito o som da Deus e o Diabo com o da In Silence (minha banda). Além de serem todos muito lindos, têm um talento indescritível! Não sei descrever o quanto eu gostei desse show. O meu desejo é de muito sucesso para a banda. Espero manter contato com vocês.. Um abraço,”
(Taíla Soliman, via email - Out/04)
Deus e o Diabo - "Tambem morrem os Verões" - (CD - 2004) 11 musicas - Independente
“Banda de Porto Alegre, com seu 1º CD prensado. Essa é difícil de querer descrever. Um som super alternativo, com barulhos, efeitos e batidas bem diferentes. Com dois vocais, masculino e feminino que lebram "canto gregoriano". Letras abstratadas que parecem falar do comportamento humano. Um trabalho de qualidade e profissional. Pra quem gosta do alternativo, diferente e experimental.”
(Geise Paula, em http://www.gritoalternativo.com/resenhas_demos_e_cds.htm - out/04)
“Primeiramente eu quero agradecer pelo show q vcs fizeram aqui pois foi a mais bela forma de arte q eu ja vi ao vivo ateh hoje. Espero que venham denovo tocar aqui (se a blanched viesse tb ia ser uma realização pessoal para mim ver eles tocarem). Espero que possam responder este e-mail...ateh mais.”
(Kauê - camiseta azul do sonic youth...não devem se lembrar- via email - Out/04)
“adorei o show no dce-sm. parábens. eu quero o tal cadastro das novidades :)”
(Guilherme, via email - Out/04)
"oi, meu nome é Marcell e eu fiquei fã de vcs depois do show q vcs fizeram no DCE de santa maria...caso nao saibam quem eu sou,eu sou o cara q tava bem na beira do palco gritando "my dying bride" o show inteiro!!! Achei a banda de vcs realmente muito boa e queria conhecer mais sobre ela...por enquanto é isso...até mais!
P.S: quando voces tocam aqui novamente???"
(Marcell, via email. Out/04)
“Dai gurizada da banda Deus e o Diabo. Fui no show de vocês aqui em Santa Maria e gostei muito. Tenho um site sobre as bandas de Santa Maria - RS e bandas gaúchas. Coloquei um link para gurizada daqui conhecer vocês. Confira: http://satanicosm.vila.bol.com.br”
(Gringo Satânico, via email. Out/04)
“Adorei vocês terem tocado "Simples". Pq? Pq é simples, direta, melódica. Me fez lembrar de muito tempo atrás, quando conheçi a banda. Ver vocês ao vivo foi uma divisória no meu pensamento, algumas coisas adorei e outras odiei, como um deus e um diabo. Parecem inalcansáveis, é verdade. Até pensei em bater um papo com vocês, mas desisti. Sucesso e muitas "Simples"!”
(Julia - coments no blog - Out/04)
“Adorei o show de vocês. Realmente muito bom. Tu e o Rafael têm uma presença que preenche o ambiente todo. Parabéns, guria.”
(Kátia Abreu/SP - coments no blog - Out/04)
"Achei sua banda com uma atitude impar... ficaria lisongeado se,algum dia, sua banda viesse a minha cidade...."
(Nocturnal_fear, via fotolog. Out/04)
"Olá. Vi o show da banda neste último sábado, dia 09/10, em Santa Maria - RS na boate DCE. Voces estão de parabéns, foi muito bom. Abraço sincero"
(Fran Nunes, via email – Out/04).
"Gostei demais do show de voces no DCE em SM.. Abraços.."
(Taíla - Scrap do Orkut/Thiane - Out/04)
“Show ducaralho, parabéns, vou tentar ver vcs em POA uam hora dessas com um som melhor e tal, Valeu!”
(Gus Durden - coments no blog - Out/04)
“Bah mt foda o show...eu sou um carinha de camiseta do silverchair branca...com uma barbixa q falei com vcs. Baita show.”
(Daniel Piá - coments no blog - Out/04)
"muito boa a banda Deus e O Diabo. curti muito o show de vc´s aqui em santa maria. alias, eu tenho uma band aqui tb a In silence tocamos uns Joy Division, The Cure e Echo in The Bunnymen e som propio, agora estamos com uma violinista na nossa banda tb. é isso ai, parabens pela banda !!!!"
(sexx_teenage, via fotolog– Out/04)
NOVEMBRO
"...recebi uma indicação de uma banda em relação ao Trama Virtual e lá, por coincidência, estava o nome de vocês. Então fiquei a ouvir a outra "fase" da Deus e o Diabo, o que me fez gostar muito da mesma. Bem introspectiva, essa é uma das formas mais aceitas por mim, em letras musicadas ou meramente literárias.
Dentro do Rock, não opto por estilos, por conta de curtir quase todos, dentro de perspectivas que um dia poderemos dividi-las... E esse cd de 2000 elaborado por vocês traz essa temática que, mesmo no Rock, finda causando uma reflexão maior. Muito foda."
(Ricardo Alexandre Almeida Santos (Guerrillero), via email. Nov/04)
"...Descemos quando ia começar o show da Deus e o Diabo. Antes ainda, falei para o Rafael o quanto tinha curtido o som Iceberg, música antiga da banda.
A Deod fez um baita show. Cada vez que assisto é melhor. Climas David Linch e, eu diria punk pra caralho em dois momentos, o primeiro quando o Rafael começou a falar sobre uma música antiga, Iceberg e, começou a falar que ia chamar alguém para o palco, fiquei até com medo que ele me chamasse porque eu tinha comentado sobre a música antes mas, pra minha sorte (afinal eu
nem sabia a letra), chamaram o Cidade. O segundo momento foi no fim do show quando começaram a jogar futebol americano no palco, esmagando a Desireé e o Alex.
Outra coisa que, obviamente não iria faltar no show seríam as exibições do Bola mesmo com a guitarra desligada. Outro que me chamou muito atenção, desta vez no bom sentido foi o Guilherme, o cara é 80% da melodia da banda, não foi uma nem duas vezes que, ouvi um som massa, um arranjo e, procurava quem estava fazendo o lance e, era sempre ele. Por último, verdade seja dita, a DEOD é uma banda de pessoas muito simples e gente finas. Eu tinha comentado estes dias com alguém algo a respeito, que a primeira vista eles pareciam blazé e etc mas, nada a ver."
(Arlen Andrade, postado em http://www.fuzznoise.blogspot.com/ - Nov/04)
"olá. escrevi pra vocês esses dias e pensei que vocês não fossem retornar, mas retornaram. então estou escrevendo novamente (enchendo o saco novamente) pra dizer que estava no show de vocês aqui em santa maria, quando vocês tocaram no D.C.E. junto com a banda SOL, pena que vi só a última música do show, mas meus amigos elogiaram bastante. e queria dizer também que
no dia que vocês tocaram no radar, achei tri massa aquela história que o rafael falou de andar na contra mão, acho super importante que cada vez mais existam bandas que pensem dessa maneira,pois hoje em dia é muito difícil encontrar bandas que se preocupem em fazer música porque gostam, e não apenas pra tocar na rádio. não consigo encontra uma banda que me dê o entusiasmo que o sonic youth me dá,com suas guitarras sujas,sua presença de palco, isso me motiva de uma forma que não consigo explicar, e um pouco dessa vibração senti no show de vocês.
lógico que não procuro encontrar uma banda igual ao sonic youth, mas sinto falta desse rock sincero,acho que encontrei isso no som da blanched (apesar de nunca ter visto ao vivo) escutei umas músicas e achei tri bom, o mesmo aconteceu com o som que vocês fazem. agora vou parar de escrever, já me alonguei demais, só espero que vocês tenham sido bem recebidos aqui em santa maria, e voltem para tocar novamente,e dessa vez quero estar lúcido para ver o show.
(Flavio Morales - via email - Nov/04)
"mini resenha pretenciosa dum podre de sono. o show foi afudê, e isso que eu tava de cara.
não tinha visto ainda vocês ao vivo. - vocês são sempre assim posers e/ou junkies (sei lá)?
e curti a presença de palco, e a camiseta escrito 'listen to your heart' tava bem legal, roxette rlz pra caralho. se não era por causa do roxette também, azar.
faltou observática e 26 e outras, mas simples compensou e cocaína também achei tudo, aliás as três primeiras que vocês tocaram são superiores ou mantém a linha do cd esse em qualidade.
e como proceder pra conseguir os outros álbuns da banda? phalou."
(Rafael Gil Medeiros - via email. Nov/04)
DEZEMBRO
"Eu queria dizer que gosto muito da banda, e espero que continuem fazendo o que gostam, boa música.................obrigado e tudo de bom..........Abraços.. Ass: Celta Alan"
(Celta Alan, via email. Dez/04)
"Visito freqüentemente o diário da Thiane, e gosto muito, li as letras das músicas e gostei bastante de várias. Gostaria que por favor me informassem local e data dos shows da DEOD.
Abraços! Parabéns pelo trabalho lindo que voces fazem!"
(Patrícia Morawski, via email. Dez/04)
Deus o e Diabo - "Também morrem os verões (CD Independente)"
“A banda gaúcha Deus e o Diabo tem uma disposição para letras soturnas e músicas de climas bucólicos. A poesia também é veia presente no grupo que lança agora em 2004 depois de 2 Eps e um CD seu mais novo trabalho recheado por confrontações interiores e letras recitadas. Sua melancolia ganha força com os violinos, violões e vocalizações dos dois cantores da banda, o casal Rafale Martinelli e Thiane Nunes.
Onze faixas compõem “Também Morrem os Verões”, CD de cuidado evidente e de uma leve boa influência dos anos oitenta mas mantendo a atualidade como por exemplo na faixa “ONU & EUA” onde a introdução é um discurso que o presidente americano George Bush deu antes de atacar o Iraque.
A contemplação, observação e inspiração sentidas e devolvidas no grupo nas formas das músicas gravadas nesse CD demonstram uma sensibilidade à levar a vida musical de acordo com impulsos íntimos e não de acordo com metas modistas ou de experiências já sacralizadas. Deus e o Diabo formam o duo mais atuante de nossas vidas, como nos desenhos animados em que sempre se tem uma versão mal e outra boa de si mesmo, em cima dos nossos ombros. A banda encara essas suas intimidades com peito aberto e tentando exteriorizar uma produção tão própria de angústias, escolhas e elocubrações pessoais.”
(Alex Luiz em http://www.humeletronico.com/resenhas_in.asp?id=31. Dez/04)
PRÊMIO LONDON BURNING - REVELAÇÃO BRASIL
Válvula
Mombojó
Suzana Flag
Superoutro
Bugs
Lbfs
Duplodeck
Gongshow
Os Poetas Elétricos
Deus E O Diabo
“...Os gaúchos do Deus e o Diabo são praticamente veteranos na cena indie nacional e lançaram um excelente CD em abril de 2004.”
(Prêmio London Burning 2004, em http://www.londonburning.com.br – Dez/04)
OUTROS ANOS
DIVERSOS
RI 5
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